Caio Martinez, em seu projeto com a Gafieira Elétrica, revive a atmosfera existente nos antigos "clubes de dança", as gafieiras, redutos do que havia de melhor na música popular. No entanto, vitaliza e renova seu repertório, compondo arranjos criativos e inusitados para as obras de artistas de várias épocas, inclusive os contemporâneos. Mesmo com muitas músicas tradicionais, o espetáculo revela diversas novidades que atraem gente nova para o samba.

A Gafieira Elétrica promete encher os salões ao som dos ritmos mais dançantes da MPB, sob um novo conceito onde DJ significa “Dançar Juntinho”.
O naipe de metais, o traje, o repertório, tudo como manda o figurino!
A eletricidade é por nossa conta.
Vem pro baile!

foto: Ricardo Stricher

um repertório de clássicos

Ai que saudades da Amélia / Não deixe o samba morrer / O bêbado e o equilibrista / Se acaso você chegasse
Tiro ao Álvaro / Trem das onze / Barracão / Caviar / Deixa a vida me levar / Desde que o samba é samba
Devagar, devagarinho / Esperanças perdidas / Eu só quero um xodó / Flor de lis / Madalena / Maracangalha
Aquele abraço / Balança pema / Regra três / Retalhos de cetim / Xote das meninas e outras canções...

No palco, quando o naipe de metais toca a introdução do espetáculo, o público empolgado vai para o salão dançar um repertório repleto de sambas com pitadas de maxixe, baião, afoxé, salsa e bolero.
Uma roupagem moderna e diferenciada para cada música. Uma maneira de tocar que convida para a dança e, ainda, prestigia os ouvintes do samba.
Nesta época em que as danças de salão ganham destaque evidente na mídia, o grupo conquista fãs de carteirinha em ritmo acelerado.
Nos arrasta-pés onde casais bailam entrelaçados, alguns mostram passos acrobáticos, outros, não iniciados, dançam à sua maneira. Há também quem só bata o pé, isso sim é obrigatório – ninguém fica sem fazer a marcação. Muitos dão voltas no salão. O clima é de Gafieira, é escolher um par e cair no samba!

foto: Ricardo Stricher